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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Como UM GAROTO QUE COMANDAVA UM OBSCURO FÓRUM DE MÚSICA SE TORNOU ALVO DO MAIOR CASO DE PIRATARIA DO REINO UNIDO
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Pela Escada
Não que estivesse atrasado, porém se esperasse por mais alguns minutos certamente ficaria.
Ajeitou a mochila sobre o ombro e apertou novamente o botão do elevador mas, por mais que ouvisse os cabos se movendo e o motor funcionando, nunca chegava até o seu andar.
Eram apenas três andares. Preferiu usar as escadas.
Abriu a porta do corredor que conduzia ao primeiro lance e o sensor de movimento imediatamente acendeu a luz, revelando o caminho até uma porta no lado oposto, que dava na outra metade do andar.
Hesitou por alguns momentos, de ouvido em pé, para ver se o elevador já estava chegando. Apenas o som do motor continuou ecoando pelo fosso que atravessava os andares, mas nem sinal dele chegar.
Então entrou e fechou a porta atrás de si, bem no momento que ouviu um "clique" e o sensor apagou a luz. O tempo de espera não era muito longo.
A escuridão caiu maciça à sua volta, negra e quase sufocante. Um indício de claustrofobia o fez agitar os braços ansiosamente, se sentindo um idiota assim que a luz tornou a acender.
Achou melhor se apressar. Se a luz do andar acima apagasse antes que chegasse no perímetro do sensor abaixo, poderia acabar rolando alguns degraus com aquela escuridão tão intensa.
Cada andar era separado por três lances de seis a sete degraus, virando sempre à direita. Desceu o primeiro e deu de cara com a escuridão do segundo andar invadindo o segundo lance de escada. Sentiu um leve arrepio e começou a descer mais rápido, preocupado com a hora que a luz acima apagasse.
A luz abaixo levou um segundo a mais para acender, quando atingiu o último degrau do terceiro lance. No instante seguinte ouviu o "clique" da luz acima se apagando.
"Melhor descer um pouco mais rápido", pensou. Como da outra vez o lance do meio estava escuro até a metade. Acelerou o passo, começando a ficar mais nervoso do que imaginou que ficaria.
Curiosamente, dessa vez a luz superior apagou antes que terminasse o terceiro lance e a escuridão o envolveu por dois segundos.
Nesses dois segundos sentiu algo que o apavorou: algo o espreitava através da escuridão. Podia sentir e quase ouvia sua respiração. A luz superior continuava apagada.
A luz do andar que estava acendeu. Não havia ninguém.
Agora começou a descer as escadas correndo, sentindo um suor frio escorrer pela suas costas. Não fazia sentido algum, mas quanto mais rápido ia, mais rápido as luzes apagavam e mais tempo demoravam a acender.
Já não fazia ideia de em qual andar se encontrava, nem quantos lances ainda haveria de descer, mas a presença que o perseguia era uma certeza constante e cada vez mais próxima. Ouvia passos, mas não conseguia identificar se eram os seus que ecoavam escada acima.
Tropeçou e deixou a mochila cair. Ouviu o "clique" da luz superior apagando e nada da próxima luz acender. Abaixou-se e tateou o chão atrás da mochila, notando que por mais ruidosa que sua respiração estivesse, não encobria o pavor de sentir que algo se aproximava inexorável e lentamente pelas suas costas, como se tivesse a certeza de que o alcançaria por mais que corresse.
A luz acendeu e viu o "T" pintado na parede. Finalmente o térreo. Pegou a mochila a tempo de sentir um leve movimento cálido em sua nuca.
Correu em direção à porta de saída sem coragem de checar se tinha mesmo alguém atrás de si e quanto mais corria, mais longe a porta ficava. Desesperou-se. Algo escorreu pelo seu rosto. Poderia ser suor ou lágrimas, mas não lembrava de ter começado a chorar. Faltava pouco e estendeu a mão para segurar a maçaneta. Um último impulso e soltou um gemido que foi quase um grito de terror. Se demorasse mais um segundo para alcançar a maçaneta a luz poderia…
"Clique."
Conto da @Deka_Pimenta
Bons Pesadelos...
Uma história para assustar meu filho
“Filho, nós precisamos ter uma conversa sobre segurança na internet.” Eu lentamente me sentei perto dele. O seu laptop estava aberto, e ele estava jogando Minecraft em um servidor público. Os seus olhos estavam vidrados na tela. Haviam comentários do lado da tela em um chat. “Filho, você pode parar o seu jogo por um minuto?”
Ele saiu do mundo do jogo, fechou o laptop e olhou para mim. “Papai, isso será mais uma história assustadora e brega?”
“O quê?!” Eu fingi uma dor por um segundo, e então sorri para ele, “Eu pensei que você gostava das minhas histórias.” Ele cresceu ouvindo minhas histórias sobre crianças que encontraram bruxas, fantasmas, lobisomens e trolls. Assim como muitas gerações de pais, eu usava histórias assustadoras para reforçar a moral e ensinar lições de segurança. Pais solteiros como eu devem usar todas as ferramentas a sua disposição.
Ele fechou a cara um pouco, “Elas eram legais quando eu tinha seis anos, mas agora estou ficando mais velho, elas não me assustam mais. Elas são meio idiotas. Se você vai me contar uma história sobre a Internet, você pode fazê-la muito assustadora!?” Eu fiquei espantado com a sua incredulidade. Ele cruzou os seus braços, “Papai. Eu enho 10 anos, eu posso lidar com isso.”
“Hmm… Okay… Eu vou tentar.”
“Era uma vez, um garoto chamado Colby…” A expressão dele indicou que ele não tinha se impressionado com o terror da introdução. Ele suspirou e continuou a ouvir mais uma das histórias de seu pai. Eu continuei…
“Colby entrou na internet e entrou em vários sites infantis. Depois de um tempo ele começou a conversar com outras crianças in-game e em chats dos jogos online. Ele fez amizade com um novo garoto de 10 anos de idade chamado de Helper23. Eles gostavam dos mesmos jogos e programas de televisão. Eles riam das piadas uns dos outros. Eles exploraram novos games juntos.
Depois de vários meses de amizade, Colby deu para o Helper23 seis diamantes no jogo que eles estavam jogando. Isso foi um presente muito generoso. O aniversário do Colby estava chegando e o Helper23 queria mandar um presente legal na vida real, Colby achou que não faria nenhum mal dar ao Helper23 o seu endereço, já que ele havia prometido não dizer para estranhos. Helper23 jurou que não diria para ninguém, nem para os seus próprios pais, e então começou a enviar o pacote.”
Eu pausei a história e perguntei para o meu filho “Você acha que foi uma boa ideia?” “Não!” ele disse chacoalhando a cabeça vigorosamente.
“Bem, nem o Colby. Ele se sentiu culpado por ter dado o seu endereço, e a sua culpa começou a crescer, e crescer. Na hora que ele colocou o seu pijama na noite seguinte a sua culpa e o seu medo, estavam maior do que qualquer outra coisa em sua vida. Ele resolveu contar a verdade para os seus pais. A punição seria severa, mas poderia limpar sua consciência. Ele se afundou em sua cama enquanto esperava os seus pais irem cobri-lo.”
Meu filho sabia que a parte assustadora estava chegando. Apesar de sua conversa sobre não ter mais medo dessas coisas, ele se inclinou para frente com seus olhos bem abertos. Eu falei silenciosamente e deliberadamente.
“Ele ouviu todos os barulhos da casa. A máquina de lavar balançando na área de serviço. Galhos batendo nos tijolos do lado de fora de seu quarto. Seu irmão bebê balbuciando no berço. E haviam alguns outros barulhos que ele não conseguia… identificar… Finalmente, os passos de seu pai ecoavam lá embaixo. “Ei, Pai?” Ele disse meio nervoso. “Eu tenho algo para te contar”
Seu pai enfiou a cabeça pela porta de um ângulo estranho. Na escuridão, a sua boca não parecia se mover e os olhos estavam estranhos. “Sim, filho” A voz estava longe também. “Você esta bem pai?” O garoto perguntou. “Uh-huh” sussurrou o pai com a sua voz estranhamente afetada. Colby se cobriu defensivamente, como quem queria se esconder debaixo do cobertor. “Ummmm… A mamãe está em casa?”
“Aqui estou!” A cabeça da mãe apareceu um pouco abaixo da cabeça do pai. A voz dela também estava diferente. “Você ia nos contar que você deu o nosso endereço para o Helper23? Você não deveria ter feito isso” Nós te AVISAMOS para nunca dar informações pessoais nossas na Internet!”
Ela continou, “Ele não era uma criança de verdade” Ele apenas fingia ser uma. Você sabe o que ele fez? Ele veio na nossa casa, arrombou a porta e nos matou” Só para que ele pudesse passar um tempo com você!”
Um homem gordo com uma jaqueta molhada apareceu no quarto segurando duas cabeças cortadas. Colby gritou e engasgou quando o homem jogou as duas cabeças no chão e puxou sua faca e se moveu em direção ao Colby.
Meu filho gritou também. Ele cruzou os braços defensivamente acima de seu rosto. Mas nós estávamos apenas começando com a história.
“Depois de várias horas, o menino estava quase morto e seus gritos se tornaram choramingos. O assassino percebeu o gemido do bebê no outro quarto e retirou a faca do corpo do Colby. O bebê teria um tratamento especial, ele nunca havia assassinado um bebê antes e estava animado com a oportunidade. Helper23 deixou Colby para morrer e seguiu os choros pela casa até o quarto da criança.
No quarto, ele andou até o berço, pegou o bebê e o segurou pelos braços. Ele levou a criança até a mesa de troca para ter uma visão melhor. Mas enquanto ele segurava o bebê o choro parou. A criança olhou para cima e sorriu. Helper23 nunca havia segurado um bebê. Ele balançou lentamente a criança como um profissional em seu colo. Ele limpou sua mão cheia de snague no cobertor para que ele pudesse apertar a bochecha da criança. “Olá pequeno carinha” A fúria e o sadismo se tornaram algo mais aconchegante e leve.
Helper23 saiu daquele quarto, levou a criança para casa, deu o nome William para ele e o criou como se fosse seu.
Depois de terminar a história, meu filho estava visivelmente abalado.Ele disse gaguejando “Mas pai, O MEU NOME É WILLIAM”. Eu dei uma piscada para ele e passei a mão sobre os cabelos dele. “É claro que é filho.” William correu para o seu quarto soluçando de medo.
Mas no fundo no fundo… Eu acho que ele gostou da história.
Por quê você não pode falar com os mortos
A minha tia era uma vigarista e ela aprendeu com o melhor - o pai dela. O meu avô nunca fez algo muito grande, porém ele viveu trapaceando, se mantendo discreto, fora do radar, o que provavelmente fez com que ele nunca fosse pego. Nenhuma vez. Ele se orgulhava muito disso.Mamãe não entrou no “negócio” da família. Em vez disso ela encontrou uma religião e se casou com um contador. É tão irônico, é como uma piada, porém é verdade; O papai era o melhor em me ajudar com as lições de casa de Matemática. Mamãe cuidou de mim para que eu não tivesse uma infância corrompida, e pudesse seguir um caminho mais interessante na vida.
Tia Cassie era a única pessoa que poderia mexer no caminho da minha vida. Ela era uma psicóloga, o que a fazia um pouco mais respeitável. Mas a tia Cassie usava sua habilidade para “ler” uma pessoa de várias maneiras possíveis, uma, provavelmente não foi esperada pela Universidade que emitiu o seu diploma.
Tia Cassie era uma verdadeira psíquica.
Ela teve uma loja e tudo, vendia cristais, ervas, velas. Tudo que você precisar para preencher o vazio místico da sua vida poderia ser comprado na sua pequena loja. Também havia uma sala privada nos fundos, a qual ela usava para leituras espirituais e sessões espíritas.
Por que ambos os meus pais trabalhavam, eu era deixado na loja da tia Cassie para ajudá-la com os seus pequenos shows. Eu a ajudava com tudo, desde mexer nas luzes, até bater nas paredes. Brincar com o termostato foi ideia minha, e foi uma muito efetiva. Os clientes chegavam a sentir arrepios em suas espinhas não é mesmo? Por quê não oferecer isto?
Cassie me ajudou a me tornar o cético que eu sou hoje. Me mostrou tudo por trás das cenas, truques e etc… Nós assistíamos talk shows com mágicos e médiuns e Cassie me explicava cada passo desde uma simples previsão até como impressionar uma audiência inteira.
Depois de um episódio realmente convincente, eu perguntei para ela se aquilo não poderia ser real? E ela respondeu:
“Os mortos não falam. Qualquer um que afirmar o contrário está fumando maconha até pela bunda.”
Era a convicção dela, mais que tudo, que me fez acreditar nela.
Só houve um cliente que eu já vi a minha tia recusar. Ele era velho, careca e corcunda. Ele tirou o seu chapéu, entrou na loja, e ele torcia o chapéu a medida que ele falava. Cassie ficou tensa imediatamente quando o viu.
O homem disse que trabalhou no sistema penitenciário. Corredor da morte. Ele foi responsável por executar alguns dos maiores criminosos do planeta. Em sua idade avançada, isso o atormentava, devorava sua alma. Ele queria que a Cassie entrasse em contato com as almas daqueles que ele matou, para que ele pudesse se desculpar e implorar por perdão antes de se juntar a eles.
Minha tia ficou em choque. Eu nunca a vi tão nervosa! Ela jogava coisas nele e gritava: “SAIA SAIA SAIA CALA A BOCA SAI FORA!”
Eu me escondi debaixo do balcão com as mãos sobre meus ouvidos até ele ir embora. Depois eu pensei que a reação dela, foi o medo devido a profissão daquele homem. Um executor deve ser o pior pesadelo de um vigarista.
Eventualmente eu descobri isso. Eu queria fazer um show para os meus pais e estupidamente eu tive a brilhante ideia de me passar por um médium, onde eu fingiria falar com o meu avô para a minha mãe, desde que ela sentia muita falta dele. Grande erro. Mamãe enlouqueceu e me proibiu de ver a tia Cassie de novo.
Eu deixei alguns livros na loja, então eu corri para pegá-los enquanto a minha mãe fumava no carro lá fora. Tia Cassie nem precisou perguntar o que havia de errado. Ela podia ver no meu rosto. Eu dei um abraço nela e um adeus enquanto chorava, mas ela me contou um último segredo antes de eu ir.
“Garoto, tem uma maldição nesta família que é passada como uma tocha. Eu espero que os deuses te protejam, e que não seja passado para você quando eu morrer”
Nós não nos falamos novamente por 9 anos. Isso foi quando o Facebook chegou e nenhuma proibição dos pais poderia me evitar de tentar me reconectar com ela. Foi estranho. Ela estava com dificuldades na vida; foi diagnosticada com um transtorno de esquizóide que acabou com os seus negócios.
Para pagar suas contas, ela teve que trabalhar legitimamente e com isso ela foi perdendo todo o seu entusiasmo e paixão pela vida
Um dia eu cheguei em casa e vi uma mensagem esperando na minha inbox, que fez o meu estômago embrulhar.
“Eu te amo garoto. Lembre-se do que eu disse para você.”
Eu disquei o número dela, já chorando. Ninguém atendia. Não parava de ligar de novo e de novo, várias e várias vezes…
Eu estava muito atrapalhado e não consegui contar para a minha mãe. A polícia fez isso por mim no dia seguinte.
Acidente de carro. Motorista bêbado.
O funeral foi um borrão para mim.Eu sentei entre os meus pais na primeira fila e eu estava transtornado, tentando me lembrar do que a minha tia queria que eu me lembrasse.
Nós seguimos o carro fúnebre até o cemitério em silêncio. O padre disse algumas palavras e então eu fui deixado sozinho perto da sua lápide, e eu continuava tentando lembrar.
Eu ouvi trechos da conversa dos meus pais:
“Se Cassie não tivesse sido tão oculta…”
“-Esperando uma pequena participação. É uma vergonha.”
Pequena participação? Aquilo me incomodou. As caixas com coisas do serviços iam até o teto. Eu me virei para dizer algo e eu finalmente entendi.
Atrás dos meus pais haviam várias pessoas, todas paradas encarando o morto a sua frente. Meus pais não estavam dando para eles a menor atenção. O padre murmurou algumas condolências e desculpou-se indo embora pela direita, sem perturbar uma única pessoa.
À frente do grupo, todos olhando exatamente como eu olhei quando vi Cassie pela última vez. Todos os sentimentos e condolências do mundo, não fizeram nenhum bem. A boca dela estava bem aberta, realmente muito aberta e finalmente eu entendi. Eu descobri qual é a maldição da família. Eu sei porque os mortos não falam.
Eles estão muito ocupados gritando.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
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